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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ilustração (Dezembro 2010)

É o máximo poder  ilustrar o que a gente escreve. O raciocínio fica completo.

Às vezes faço o contrário: desenho e, por cima, eu crio a história; não tem uma ordem, vai conforme a imaginação.

Onde encontro mais prazer é sem dúvida no universo infantil, não importa a idade;  a ilustração neste caso, proporciona maior possibilidade de viajar no tempo certo de cada criança ou adolescente. Mas quando a gente vê seu livro ser transformado em peça de teatro e, assim, acompanhar a alegria de uma criança, aí não dá para descrever tal emoção... foi o caso da Zizi, a Arteira. Que aventura! Um dia eu conto esta história.

Por isso eu gosto de tudo o que é papel, não importa qual seja.

Entre telas e papéis (Novembro 2010)

Aquarela Papel de Arroz
Os dois fazem parte do meu universo desde sempre.

Eu comparo a tela a uma locomotiva,  é a Idéia-mãe, a matriz, a criação; é aquela que vai arrastar todos os vagões, seja a sequência para formar o todo, seja o conjunto de idéias, em geral sincronizadas . Quando chega ao trigésimo vagão, ou no último engate, a ”fonte” se esgota e, então,  abandono esse trilho, para embarcar em outra estação.

Durante duas décadas vivi neste ritmo alucinante, colhendo prazeres, decepções. Pelo fato de não gostar muito de “me” expor, acabei mergulhando nos papéis, que nunca me abandonaram.
Aquarela Gramatura Grossa
Desde  criança nunca pude ver uma folha em branco perto de mim sem rabiscá- la, chega a ser compulsivo.
Quando resolvo fazer uma limpeza nas minhas coisas é de ficar assustada comigo mesmo: jogo, não jogo...
Acho que todo artista é assim mesmo... organizado na cabeça, mas não na ação... ou o contrário...
Mas uma coisa eu sei: entre papel e tela, o papel é a minha realização.


O papel, seja para aquarela, desenho, croquis, de gramatura fina, grossa, até papel de arroz, reciclado, não importa qual seja, é sem dúvida a “minha praia”.

O papel nos dá a opção de brincar com lápis, nanquim, pastel, aquarela, pigmentos, carvão, acrílico, etc... e o mais importante: conforme o humor do dia.

Prefiro dizer humor a astral, porque ele varia mais rápido.
E por pensar rápido e desenhar rápido, “humor”  se adapta melhor a mim.
Talvez um dia, quando minha cabeça pensar mais lentamente, poderei me dar  o luxo de ir devagar, devagarzinho... e  aí, então, irei em busca do astral .

Por que um Blog?

Quando me pediram de fazer um blog, me arrepiei inteira. Antes de mais nada precisaria fazer uso daquela ferramenta chamada computador.

Eu, tão primitiva , tão papel, tão tato, tão olfato... comecei a tremer nas bases.

Faço de conta que não sei nadar e vou mergulhando neste universo novo.

Um blog, eu entendo como um passeio onde vamos colher folhas, pedras, conchas para adicionar conhecimento, ou colher uma imagem que nos dê prazer; ou mais ainda, fazer dele um caderno de viagem onde iremos colher informaçoes, questões, respostas. No meu caso, por causa da idade ou da bagagem , seriam lembranças, emoções e saudades.